Mais humanidade, menos ingenuidade: os refugiados na Alemanha

Mais um atentado. Mais vidas desperdiçadas em nome de Deus ou seja lá de quê. Fanatismo e ideologias absurdas pairam cada vez sobre nossas cabeças no Velho Continente, o medo se espalhando a cada bomba, a cada método criativo de matar pessoas. Acusações se multiplicam, sobretudo culpando a Angela Merkel por ter supostamente aberto as portas com sua política de boas-vindas (esquece-se que a própria população correu para estações de trem para recepcionar os refugiados).

 

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Índia: contradições, absurdos e esplendores

Há exatos dez anos que me aventurei na Índia, um país que sempre me fascinou profundamente pelos mesmos motivos que encantam milhões de outras pessoas: os monumentos, templos e palácios grandiosos e exóticos, o colorido dos saris, a comida deliciosa e de queimar a boca a cada garfada, a diversidade cultural. A Índia me chamava num sussurro e, aventureira na minha juventude, arrumei as malas e parti para Jaipur, no Rajastão.

 

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Entre mares e montanhas

Quando se cresce na costa, o mar é aquela presença constante que vira-e-mexe você encontra ao percorrer a cidade. Está sempre li, à espreita.

 

Lembro-me de quando ainda morava em Salvador que no caminho para o escritório a vista magnífica do mar se revelava em minha frente. Todos os dias eu admirava a grandiosidade do mar, na certeza de que o amanhã me daria o privilégio de vê-lo novamente. Era reconfortante, essa constância.

 

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Uma breve entrevista com Luiz Ruffato

Em sua terceira excursão pela Alemanha este ano, o autor de Eles Eram Muitos Cavalos, Luiz Ruffato, nos deu a honra de sua presença na Feira Internacional de Contos de Munique, onde um grupo de brasileirinhos encenou a narrativa de sua primeira obra infantil, A História Verdadeira do Sapo Luiz.

 

Tive o prazer de conhecer e conversar com o autor, que me contou sobre seu relacionamento especial com a Alemanha, sua opinião sobre a literatura no Brasil, e que novidades podemos esperar do escritor em 2017.

 

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Aquele amor bandido ao nosso país

Que semana triste para nós, brasileiros! A queda do avião da Chapecoense nos deixou arrasados. Choramos com a perda insensata, com mortes de jovens ainda na flor da idade, com sonhos destruídos. E então, para piorar, vimos a corja que é a classe política se aproveitar desse momento de luto para sacanear o brasileiro com medidas que os livra de punições contra a corrupção. Se a fatalidade da Chapecoense fez nossos corações se apertarem e sangrarem, a manobra política da semana foi uma brutal apunhalada pelas costas.

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Deixe os rótulos para as embalagens

Há muitos anos atrás, estava conversando com um colega de trabalho espanhol que me contava sobre suas férias no Brasil. Encantado com a beleza das paisagens e a alegria das pessoas, ele me contava de sua experiência com aquele grande sorriso, até que... o CEO da empresa (um alemão) interrompeu o nosso bate-papo com a seguinte pérola:

 

Eu jamais vou para a América do Sul, porque lá só tem ladrão.

 

Foram realmente essas as palavras do dito-cujo... sem tirar nem por!

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Uma desconhecida marca chamada Brasil

Num dia desses estava conversando com meu marido sobre o Brasil, e pela primeira vez perguntei:  

 

Se você não tivesse me conhecido, você teria tido vontade de viajar para o Brasil? Não, ele respondeu categórico, me olhando daquele jeito sem-graça. Perguntei o motivo, um tanto surpresa com a negativa, pois ele gostou de todas as viagens que fizemos para a Bahia e além. Ele explicou que sem um incentivo (a esposa), o Brasil nunca esteve em seus planos de viagem. O motivo?

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Americanah – choques culturais e racismo em uma estória de amor

Escrito pela nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah conta a história de Ifemelu e Obinze que, ainda adolescentes na Nigéria sob ditadura militar, se apaixonam, revelam seus sonhos e desejos, principalmente de seguir muitos de seus amigos para a América. Eventualmente, Ifemelu consegue realizar esse desejo, deixando Obinze para trás.Sem conseguir seguir sua amada até os Estados Unidos devido aos ataques de 11 de setembro, Obinze cai nas armadilhas da vida de imigrante ilegal na Inglaterra, até ser deportado para seu país de origem. Anos depois, Obinze se vê conivente com o poder e dinheiro fácil da nova e defeituosa democracia nigeriana, casa-se, tem uma filha. Quando Ifemelu decide retornar a Lagos, eles são confrontados com a mesma paixão que procuraram esquecer por anos, até precisarem decidir como seguirão adiante.

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Não espere a chuva passar

Há algum tempo atrás conheci uma moça italiana que me perguntou: Qual a diferença entre alemães e italianos?

 

Vendo as incógnitas que brotavam de meus olhos, ela revelou: os italianos esperam a chuva passar para sair de casa; os alemães desbravam qualquer tempo, faça chuva, sol ou neve. Têm uma carapaça esses germânicos, capazes de fazer um jogging esperto mesmo quando está aquele breu lá fora, de pedalar quilômetros sob chuva incessante, de passear com os filhos ao ar livre independentemente do tempo. 

 

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Estive em Lisboa e Lembrei-Me de Ti: Uma breve estória sobre imigração e diferenças culturais

O mini-romance escrito por Luiz Ruffato conta a breve estória de Serginho que, sem grandes aspirações numa vidinha de interior de Minas, procura deixar de fumar. Eventualmente, Serginho decide tentar a vida em Portugal, onde aparentemente riquezas o esperam de braços abertos. Entre um casamento falido com uma mulher de fraquezas mentais e a aventura, Serginho escolhe a vida de imigrante. Antes de partir, o município de Cataguases celebra a decisão de Serginho como se ele fosse um herói. Ao chegar na terrinha, Serginho logo descobre as agruras das diferenças culturais, do idioma, do frio, das pessoas que passam a perna sem dor na consciência. Até que, depois de muitas situações, Serginho volta a fumar.

 

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O cínico descaso com a literatura verde-e-amarela

 

Não sei porque ainda me choco quando vejo o quão desvalorizada está a literatura brasileira. Não pela qualidade das obras que, dos clássicos aos contemporâneos, sempre têm estórias maravilhosas. Falo da falta de interesse das editoras e do público, um círculo vicioso de desinteresse pelo o que é produzido na terra do verde e amarelo.

 

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Meu lema:

¨Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos, e das pessoas que amamos.¨

Airton Ortiz