Alemanha, forever classic

Em 2020 será comemorado os 250 anos do nascimento de Beethoven, um dos maiores compositores de música clássica do mundo. Assim como o músico que trouxe a eterna música An die Freude (Hino à Alegria), muitos outros alemães alcançaram a fama na música clássica, como Mendelssohn, Haydn, Brahms, Strauss, Wagner e tantos outros.

 

A música clássica que um dia rodou o mundo continua firme e forte na Alemanha. Nesse país fértil para compositores, existe investimento maciço em filarmônicas e óperas, fazendo da Alemanha o país de maior prominência da música clássica ainda hoje.

 

 

 

É verdade que nos dias atuais exista uma infinidade de opções musicais para todos os gostos. Mas não nos enganemos quanto ao futuro da música clássica porque a vimos em todos os cantos, embrenhada na psique alemã. Basta sair pelas ruas para escutar os artistas de rua tocando alguma música clássica. As escolas de música têm prestígio e muitos jovens aprendem a tocar um instrumento desde cedo. Dos 83 milhões de habitantes, 14 milhões tocam um instrumento ou cantam em um coro. O que não falta são escolas de música para mais de 1,5 milhão de crianças. Aqui não existe o estigma de que fazer faculdade de música não dá em nada e, portanto, o que não falta são profissionais qualificados para as centenas de filarmônicas do país.

 

Por falar em filarmônicas, a de Berlim é considerada a melhor do mundo. Em Hamburgo, foi construída um edifício no valor de 700 milhões de euros para abrigar os concertos de música clássica, o Elbphillarmonie. A Alemanha também é casa do maior mercado de ópera mundialmente, com mais de 80 companhias na área.

 

Muitas companhias de ópera, filarmônicas e orquestras são subsidiadas pelo governo, porque a música é considerada um serviço de interesse público, em contraste com a cena cultural em países como os Estados Unidos, que são bancados pela iniciativa privada e, portanto, conectada com interesses de negócios.

 

Muito desse know-how clássico vem, surpreendentemente, da antiga Alemanha Oriental. Ainda quando o muro de Berlim estava de pé, as orquestras mais prestigiadas estavam em Dresden e Leipzig. Devido ao isolamento, as orquestras do leste alemão preservaram o som tradicional e estilo original das sinfonias. Quando o muro caiu, o encontro dos sons da Alemanha oriental e ocidental atingiu novos horizontes.

 

Mas não é só dos antigos compositores que vive esse afã clássico. Os artistas contemporâneos que compõem no estilo clássico existem, apesar de não serem tão prominentes fora da Alemanha. O gosto pelo clássico persiste com Beethoven & companhia. Mas será que um dia novos nomes criarão algo tão icônico como An die Freude, que é talvez uma das músicas mais conhecidas mesmo em tempos de Rihanna e Anitta? Seria realmente um hino à alegria!

 

Em 2020 muitos festivais acontecerão na Alemanha em homenagem aos 250 anos do nascimento do grande Johann van Beethoven. Só em Bonn, a cidade natal do compositor, dois festivais acontecerão durante o ano. Para mais informações dos eventos em Bonn:

http://www.lvbeethoven.de/en/beethoven-2020